Como funciona os negócios do Nubank – Como o Nubank ganha dinheiro?

Como o nubank ganha dinheiro e como funciona .O Nubank  oferece uma variedade de produtos financeiros, incluindo contas de poupança, empréstimos ou seguros, para clientes individuais ou pequenas empresas.

O Nubank ganha dinheiro por meio de taxas de intercâmbio, juros sobre depósitos de clientes, taxas de cheque especial, taxas de saque em caixas eletrônicos, assinaturas, taxas de referência, juros de empréstimos e prêmios de seguro.

Fundado em 2013, o Nubank cresceu e se tornou o maior neobanco do mundo. A empresa agora possui mais de 40 milhões de clientes.

 

O que é Nubank?

O Nubank é uma empresa de tecnologia financeira que oferece diversos produtos e serviços bancários para clientes em toda a América do Sul.

O Nubank, assim como qualquer outro neobank, oferece uma conta corrente digital, permitindo que os clientes verifiquem seus saldos, enviem e recebam pagamentos, ganhem juros, carreguem seus cartões de celular e muito mais.

A conta digital vem com um cartão de débito ou crédito da marca Mastercard com o qual os usuários podem fazer pagamentos na loja, ganhar recompensas em dinheiro e sacar dinheiro em caixas eletrônicos.

Além de contas pessoais, o Nubank também oferece soluções bancárias para empresas. Assim como a conta pessoal, a conta comercial oferece aos usuários acesso ao histórico de transações, permite enviar e receber dinheiro e muito mais.

Além disso, os clientes também podem solicitar empréstimos pessoais e adquirir seguro de vida (via Nubank Life).

A maioria dos clientes do Nubank vem do Brasil. Além disso, a empresa se expandiu para Argentina, Colômbia e México.

Os clientes precisam ter pelo menos 18 anos de idade, obter o status de CPF na Receira Federal Brasileira e ser residente no Brasil. Requisitos semelhantes se aplicam em outros países.

O Nubank pode ser acessado acessando o site da empresa ou baixando qualquer um de seus aplicativos móveis (disponíveis em dispositivos Android e iOS).

 

Como o Nubank começou: história da empresa

O Nubank, com sede em São Paulo, Brasil, foi fundado em 2013 por David Velez, Cristina Junqueira e Adam Edward Wible.

Velez, como é descendente de colombianos, passou os primeiros nove anos de sua vida em Medellín, que na época vivia uma guerra mortal contra as drogas.

Sua família acabou se mudando para a Costa Rica, onde seu pai, que anteriormente administrava uma fábrica de botões, montou uma empresa semelhante. Velez se formou no ensino médio como orador oficial e acabou em Stanford, onde se formou em engenharia.

 

Em vez de ceder ao frenesi de startups do Vale, Velez foi para o leste para se juntar ao programa de analistas do Morgan Stanley. Ele então se juntou à General Atlantic, um dos principais fundos de private equity do mundo, para construir o braço de investimentos da empresa na América Latina.

Em 2010, Velez retornou a Stanford para fazer seu MBA. Ainda na escola, ele foi recrutado por Doug Leone, um dos sócios de longa data da Sequoia Capital, para explorar startups no Brasil e além.  

 

Infelizmente, essa tarefa provou ser muito mais difícil do que o esperado. Durante seu mandato de dois anos na Sequoia, Velez não conseguiu nenhum acordo. O ecossistema de startups do Brasil simplesmente não oferecia muitas oportunidades de negócios atraentes, em grande parte como resultado de uma crise financeira em curso, bem como da falta de talentos em engenharia.

 

No entanto, onde outros só viam problemas, Velez encontrou oportunidades. Inspirado em sua família, composta em grande parte por empresários, Velez começou a pesquisar várias oportunidades de negócios.

 

A indústria para a qual ele circulou de novo e de novo foi a bancária. Naquela época, o setor bancário do Brasil era dominado por cinco grandes instituições, a saber, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa, que tinham uma participação de mercado combinada de mais de 80%.

 

Seu domínio de mercado criou todo um conjunto de problemas diferentes para os clientes. Primeiro, os bancos eram famosos por cobrar taxas exorbitantes, por exemplo, exigindo que os clientes pagassem até 15% de juros por pagamentos pendentes.

Em segundo lugar, registrar uma conta bancária ou obter um cartão de crédito era um processo complicado. Os clientes tinham que visitar a agência física (que muitas vezes ficava aberta apenas algumas horas por dia), esperar para receber um extrato pelo correio e, em seguida, passar por uma longa entrevista por telefone ao solicitar alterações.

Para piorar a situação, as agências físicas não estavam disponíveis em todas as regiões do Brasil, deixando um número significativo de sua população sem banco.

Ao mesmo tempo, a adoção de smartphones e acesso à internet de banda larga começou a acelerar rapidamente, plantando as sementes para todo um novo conjunto de oportunidades de negócios.

Velez passou os próximos meses conversando com executivos de bancos do Brasil e além para descobrir os detalhes. Muitos dos especialistas com quem conversou o aconselharam a não ir atrás dos bancos estabelecidos. Afinal, até mesmo bancos multinacionais como o HSBC não conseguiram estabelecer uma presença local no Brasil.

 

Velez, no entanto, permaneceu implacável. Para conseguir a ajuda necessária, recrutou Junqueira e Wible como seus cofundadores. Junqueira, que possui MBA pela Kellogg School of Management, possui anos de experiência no setor bancário.

Aos 24 anos, liderava uma equipe de 20 pessoas no Unibanco, então o maior grupo de private banking do Brasil, como responsável pelo setor de crédito para PMEs. No ano seguinte, o Unibanco se fundiu com o Itaú, segundo maior banco privado do Brasil, onde foi contratada como gestora de carteira do Itaúcard, o novo cartão de crédito da empresa.

Em 2012, Junqueira deixou a empresa depois de se cansar das práticas comerciais obscuras de seu empregador (ela havia proposto lançar um cartão de crédito sem comissões). Um amigo em comum apresentou os dois logo depois.

Para complementar a equipe, Velez e Junqueira recrutaram Adam Edward Wible, um americano formado em Ciência da Computação pela Princeton University, que passou os primeiros cinco anos de sua carreira em consultoria e private equity, respectivamente.

 

Dado que o relacionamento de Velez com Leone e Sequoia permaneceu intacto mesmo após sua partida (a Sequoia encerrou suas operações na América Latina logo depois), ele conseguiu convencê-los a investir dinheiro em sua ideia. Nicolas Szekasy (através de sua empresa Kaszek Ventures) também contribuiu para o financiamento inicial.

 

Em julho de 2013, ambas as empresas investiram US$ 1 milhão cada. A assinatura dos documentos, no entanto, se mostrou um pouco mais difícil do que o esperado. A cofundadora Cristina Junqueira acaba de dar entrada no hospital devido ao nascimento de seu primeiro filho. Um dia antes de ela dar à luz, o acordo foi finalmente assinado. E um dia depois de dar à luz, Junqueira já estava de volta ao consultório.

 

Armada com US$ 2 milhões em financiamento inicial, a equipe começou a trabalhar. Ao longo do ano seguinte, conseguiram um parceiro bancário (que permite armazenar os fundos dos clientes), uma parceria com a Mastercard (que forneceu o cartão de crédito), além de desenvolver o aplicativo para Android e iOS.

 

Em setembro de 2014, o Nubank finalmente apresentou ao mundo seu primeiro produto, um cartão de crédito MasterCard Platinum vinculado ao smartphone do cliente. Além disso, a equipe conseguiu garantir US$ 14,3 milhões em financiamento da Série A (liderado pelos patrocinadores existentes Sequoia Capital e Kaszek Ventures).

 

No primeiro ano, mais de 200.000 pessoas colocaram seus nomes na lista de espera, das quais 100.000 foram integradas com sucesso. O Nubank permaneceu cauteloso com sua velocidade de integração para permitir que seus sistemas fossem dimensionados com o aumento do tráfego, além de otimizar a experiência do aplicativo.

 

De fato, o Nubank conseguiu desenvolver um sistema que recebe cerca de 3.000 pontos de dados para avaliar a atratividade e o risco de um cliente. Por outro lado, os bancos incumbentes estavam usando apenas 10 variáveis, o que leva a um risco muito maior e, muitas vezes, a aplicações menos aceitas.

 

A abordagem lenta e constante rendeu à empresa outra rodada de financiamento, levantando US$ 30 milhões da Tiger Global Management e de investidores existentes em junho de 2015. Grande parte de 2016 e 2017 foi gasto levantando rodadas adicionais de financiamento de dívida e capital.

 

Nesses dois anos, o Nubank conseguiu garantir cerca de US$ 274 milhões em caixa adicional. Em vez de despejá-lo em caras campanhas de marketing, a empresa investiu a maior parte de seu financiamento na contratação de funcionários excepcionais.

 

Como dito anteriormente, o ecossistema de startups do Brasil sempre sofreu com a falta de talento, principalmente no que diz respeito aos engenheiros de software. O Nubank contornou essa questão contratando pessoas do exterior ou abrindo escritórios no exterior. Por exemplo, em dezembro de 2017, a empresa abriu um centro de engenharia em Berlim, na Alemanha, a partir do qual parte do trabalho de desenvolvimento seria realizado.

 

Além disso, investir em funcionários de alta qualidade acabou levando o Nubank a criar uma ótima experiência de produto, desde a integração até o atendimento ao cliente. Como resultado, a maioria de seus clientes aderiu ao aplicativo simplesmente devido ao boca-a-boca. Enquanto isso, o Nubank também conseguiu obter discretamente uma licença bancária, o que permitiria à empresa expandir sua linha de produtos. Grande parte dessa inspiração se originou de Velez visitando a China em 2018.

 

Lá, empresas de tecnologia como Alibaba (Alipay) e Tencent (WeChat) criaram os chamados superaplicativos que oferecem serviços como empréstimos, seguros ou investimentos em um ecossistema. Além disso, a população da China no final dos anos 2000 mostrou muitas semelhanças com a do Brasil em 2018, fornecendo assim um manual sobre como escalar o Nubank além dos pagamentos com cartão de crédito.

 

Para ter acesso em primeira mão sobre como desenvolver tal ecossistema, o Nubank concordou em receber US$ 180 milhões da gigante chinesa da internet Tencent, que por sua vez se tornaria uma consultora do banco brasileiro.

Ao longo de 2019, o Nubank lançou um produto de empréstimo pessoal e uma conta poupança digital. Além disso, proprietários de pequenas e médias empresas poderiam abrir contas e aceitar pagamentos de clientes.

 

Em julho de 2019, o Nubank conseguiu ultrapassar a marca inaugural de 10 milhões de clientes. Adicionalmente, o Nubank expandiu-se não só verticalmente (em novas linhas de produtos), mas também horizontalmente, nomeadamente através de lançamentos em novos mercados.

 

Ao longo de 2019, a empresa abriu pela primeira vez polos de engenharia no México e na Argentina. Então, em agosto, o Nubank lançou seu produto de cartão de crédito no México, um mercado que compartilhava muitas semelhanças com sua base (como um grande número de pessoas sem banco).

 

O crescimento, literalmente, explodiu. Em janeiro de 2020, o Nubank dobrou sua base de clientes de 10 milhões para agora 20 milhões. A partir daí, o Nubank se tornou o maior neobanco do mundo, superando em muito o número de usuários do Chime ou Revolut, entre outros.

A crise do coronavírus, embora devastadora para muitas pessoas, provou ser outro acelerador para a empresa. O Nubank lançou uma série de iniciativas, como um fundo de US$ 3,8 milhões para manter as pessoas à tona, bem como o levantamento temporário de taxas.

Seu crescimento explosivo também permitiu que o Nubank fizesse suas primeiras aquisições. Somente em 2020, o Nubank comprou três negócios diferentes (Plataformatec, Cognitect, Easyinvest), que integrou em seu próprio ecossistema.

Infelizmente, nem tudo estava sempre indo de acordo com o planejado. Cristina Junqueira, depois de ser questionada sobre o baixo percentual de negros da empresa em cargos gerenciais em entrevista na TV, disse que a empresa não poderia “rebaixar seus padrões” .

 

Essa resposta causou uma séria reação. Para crédito do Nubank, a empresa respondeu rapidamente financiando o ensino de habilidades de programação para mais de 1.000 pessoas de cor. Apesar do pequeno revés, o Nubank conseguiu fechar o ano com mais de 30 milhões de clientes.

 

Mesmo a concorrência acirrada, como o lançamento de um aplicativo do Santander ou a concessão de licença bancária ao N26 no Brasil, não conseguiu impedir a ascensão da empresa. O mais impressionante foi o fato de o Nubank ter crescido apesar de uma década de retração econômica. Por exemplo, o PIB do Brasil em dezembro de 2020 foi menor do que quando o Nubank foi concebido em 2013.

 

A empresa continuou focada no crescimento, por exemplo, lançando-se na Colômbia em fevereiro de 2021. Como resultado de sua maior penetração no mercado, David Velez, em abril de 2021, tornou-se CEO global do Nubank, enquanto Cristina Junqueira subiu para CEO das operações brasileiras da empresa.

 

Naquele mesmo mês, o CTO Adam Edward Wible deixou seu cargo para entrar nas trincheiras novamente e simplesmente trabalhar como engenheiro de software para o Nubank. Seu substituto se tornou Matt Swann, que anteriormente liderou as equipes de engenharia da Amazon e da Booking, respectivamente.

 

Apesar da mudança de executivos, o Nubank continuou sendo um monstro de captação de recursos. Em junho, levantou outros US$ 750 milhões da Berkshire Hathaway e outros investidores. A rodada de financiamento permitiu que o Nubank fizesse três investimentos, a saber: TeamHub, Peças Developers School e Online OS. Também adquiriu três empresas nos próximos quatro meses.

 

Seus esforços contínuos de crescimento e expansão permitiram que a empresa finalmente se tornasse pública em dezembro de 2021 na Bolsa de Valores de Nova York – e forneceu outros US$ 2,6 bilhões em financiamento.

 

Hoje, o Nubank possui cerca de 50 milhões de clientes. Além disso, a empresa emprega mais de 3.000 pessoas em escritórios em São Paulo (Brasil), Cidade do México (México), Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia) e Berlim (Alemanha).

Como o Nubank ganha dinheiro?

O Nubank ganha dinheiro por meio de taxas de intercâmbio, juros sobre depósitos de clientes, taxas de cheque especial, taxas de saque em caixas eletrônicos, assinaturas, taxas de referência, juros de empréstimos e prêmios de seguro.

Seu modelo de negócios baseia-se na criação de um ecossistema de produtos que pode oferecer aos seus clientes. Muitas das maiores empresas de FinTech do mundo, como Robinhood , foram lançadas com o objetivo de melhorar um ponto de dor específico do cliente (no caso do Nubank, altas taxas de juros e acesso a contas bancárias).

 

Com o tempo, à medida que essas empresas conseguiram integrar milhões de usuários, começaram a expandir suas ofertas. O Nubank, por exemplo, agora migrou para contas comerciais, seguros, empréstimos pessoais ou recompensas em dinheiro.

Assim como a Amazon, esses produtos acabam criando um efeito volante para a empresa. Por exemplo, o Nubank pode usar os dados de gastos ou salários de seus clientes para determinar com mais precisão quanto de juros deve cobrar em um empréstimo. O cliente, por outro lado, também se beneficia com a oferta de uma taxa de juros otimizada (e provavelmente mais barata).

A seção a seguir examinará mais detalhadamente cada um dos fluxos de receita que o Nubank possui.

Taxas de intercâmbio

Sempre que um cliente usa seu cartão de débito ou crédito da marca Nubank para efetuar um pagamento, está sendo aplicada a chamada taxa de intercâmbio.

A taxa de intercâmbio está sendo paga pelo comerciante que recebe o pagamento, por exemplo, um restaurante ou loja de roupas.

As taxas de intercâmbio chegam a cerca de um por cento do preço de compra. Essa taxa deve ser compartilhada com a Mastercard, o emissor de seu cartão de débito. A participação percentual real não está sendo divulgada ao público.

Juros em dinheiro

Sempre que os clientes depositam dinheiro em sua conta poupança do Nubank, eles podem ganhar juros sobre os fundos mantidos nessa conta.

O Nubank, assim como qualquer banco normal, usa esse dinheiro para emprestá-lo a outras instituições, como os referidos bancos. A empresa então cobrará juros sobre o dinheiro que empresta.

Taxas de cheque especial

Outra fonte de renda para o Nubank são as taxas de cheque especial que cobra sempre que um cliente estende o limite do cartão de crédito.

Suas taxas de cheque especial comparativamente baixas foram uma das muitas razões pelas quais o Nubank conseguiu atrair tantos clientes desde o início.

Para efeito de comparação, os bancos brasileiros incumbentes costumavam cobrar cerca de 145% do saldo negativo.

O Nubank, por outro lado, atraiu clientes com taxas tão baixas quanto 38% (sujeito a alterações, no entanto).

Isso foi possível pelo fato de o Nubank não operar nenhuma agência física. Portanto, sua estrutura de custos foi significativamente menor.

Taxas de saque em dinheiro

Sempre que um cliente retira dinheiro de um dos parceiros do Nubank, a anco24Horas e Saque e Pague, é aplicada uma taxa de saque de R$ 6,50 (pouco mais de R$ 1).

A taxa é usada para cobrir o custo de poder usar a rede de caixas eletrônicos de seus parceiros. Como tal, o Nubank provavelmente não lucra com saques em dinheiro.  

Inscrição

Em 2021, o Nubank lançou um cartão de crédito premium (em formato metal) chamado Ultravioleta. O cartão oferece aos clientes uma variedade de benefícios, incluindo:

    • Acesso à Sala VIP Black da Mastercard
    • Seguro médico de viagem gratuito sempre que as passagens forem compradas através do cartão
  • Proteção de compra contra danos acidentais, roubo ou roubo por até 90 dias após a compra inicial
  • Wi-Fi em qualquer aeroporto

… e muitos mais. Para usar o cartão, os clientes terão que pagar uma taxa de assinatura mensal de R$ 49 (cerca de R$ 10).

Taxas de referência

As taxas de assinatura, no entanto, não são o único método pelo qual o Nubank consegue monetizar seu cartão de crédito premium.

Sempre que um cliente usar o cartão para efetuar um pagamento, ele receberá uma recompensa de reembolso equivalente a 1% do preço de compra.

O dinheiro pode ser pago (enviando para a conta poupança), trocado por milhas ou investido em ações e fundos de índice (através da aquisição da Easyinvest).

Pode-se supor que o Nubank receba algum tipo de compensação (geralmente chamada de taxas de referência) de seus parceiros de cashback em troca de incentivar os clientes a realizar suas compras na loja parceira.

Por exemplo, no final de 2020, o Nubank fez parceria com a Amazon para reembolsar clientes que compraram um produto em seu marketplace de comércio eletrônico .

Seguro

O Nubank, por meio de sua entidade Nubank Life , oferece produtos de seguro de vida a seus clientes no Brasil. Por apenas R$ 9 por mês, os clientes podem garantir que seus entes queridos sejam atendidos em caso de uma fatalidade imprevista.

Além disso, os clientes podem adicionar coberturas adicionais. Isso pode cobrir o custo do funeral, contas de hospitalização ou fornecer assistência financeira em caso de deficiência.

Empréstimos

Além dos seguros, os clientes do Nubank também podem solicitar empréstimos pessoais que podem ser pagos em várias parcelas.

O Nubank gera receita com esses empréstimos por meio dos juros que cobra mensalmente. A taxa de juros depende, em última análise, do período de reembolso, do valor emprestado, bem como de vários outros fatores.

Dado que o Nubank é capaz de coletar milhares de pontos de dados sobre seus clientes, como seus hábitos de consumo, nível de renda ou localização, ele pode avaliar com precisão a probabilidade de alguém pagar esse empréstimo.

Como resultado, sua taxa de inadimplência deve ser extremamente baixa. Dada a experiência integrada do aplicativo, os clientes podem receber ofertas quase instantâneas sempre que solicitarem um empréstimo.

Financiamento, receita e avaliação do Nubank

De acordo com a Crunchbase , o Nubank levantou um total de US$ 2,3 bilhões em 12 rodadas de financiamento de dívida e capital.

Investidores notáveis ​​incluem Sequoia Capital, Tencent, Dragoneer Investment Group, Ribbit Capital, Berkshire Hathaway e muitos outros.

O Nubank foi avaliado em cerca de US$ 41 bilhões após seu IPO, durante o qual a empresa levantou outros US$ 2,6 bilhões.

Para o ano fiscal de 2020, o Nubank gerou US$ 963 milhões em receita . Isso está perto de um aumento de 100% em relação aos US$ 523 milhões gerados em 2019.

Quem é o dono do Nubank?

O acionista fundador David Vélez detém 23% da empresa, o que coloca seu patrimônio líquido em cerca de US$ 10,2 bilhões. Além disso, ele possui 86,2% de todas as ações ordinárias Classe B, o que lhe confere um poder de voto de 75%.

A participação acionária de Cristina Junqueira é igual a 2,9%. Ela possui 10,7% das ações ordinárias Classe B, colocando seu poder de voto em 9,4%.

A Sequoia Capital é a maior acionista com 25% de participação acionária. A DST possui 13,1%, a Tencent 8,9%, seguida pela Tiger Global com 7,9%.

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